Descrição
“A arte não é o que vemos, mas o modo como aprendemos a ver.” - Lina Saheki – mediadora do curso
Este módulo investiga o cinema japonês como um campo privilegiado de educação da sensibilidade, no qual o cotidiano, o silêncio, a repetição e a passagem do tempo substituem o conflito espetacular como eixo narrativo central.
A partir de quatro filmes — realizados por cineastas japoneses e por um olhar estrangeiro amadurecido — o módulo propõe uma leitura estética, ética e cultural do cinema, em diálogo com conceitos como wabi-sabi, ma, estética do cotidiano, memória histórica, ritual e crítica contemporânea da performance.
Mais do que analisar obras cinematográficas, o curso convida o participante a aprender a ver: sustentar o tempo, reconhecer o valor do ordinário e compreender como diferentes modos de narrar o cotidiano revelam visões de mundo, formas de relação e posturas éticas diante da vida.
OBJETIVOS DO MÓDULO
Desenvolver uma leitura estética e sensível do cinema japonês
Treinar o olhar para o cotidiano, o gesto mínimo e o silêncio
Compreender o tempo como estrutura narrativa e ética
Refletir sobre memória, cuidado, repetição e ritual
Relacionar cinema, filosofia e vida cotidiana
Deslocar o olhar do exotismo para uma maturidade interpretativa
FILMES TRABALHADOS E EIXOS CONCEITUAIS
Era Uma Vez em Tóquio — Yasujiro Ozu
Eixo central:
O cotidiano como lugar da verdade e o silêncio como estrutura narrativa.
Rapsódia em Agosto — Akira Kurosawa
Eixo central:
A memória histórica como experiência viva, transmitida e não resolvida.
O Sabor da Vida — Naomi Kawase
Eixo central:
O cuidado como forma de espiritualidade e o tempo como amadurecimento.
Perfect Days — Wim Wenders
Eixo central:
A repetição cotidiana como forma de sentido, dignidade e resistência.
Sobre a Mediadora
Lina Saheki é pesquisadora e professora de cultura asiática, com mais de 15 anos de experiência em ensino e curadoria. Fundadora e diretora do Centro Ásia Brasil, é tradutora de Kenji Miyazawa e homenageada pela Câmara de Vereadores de Curitiba por seu impacto cultural e social. Foi também curadora da mostra “Objetos que Fizeram a Travessia: Memórias do Artesanato Japonês no Brasil”, realizada no SESC Londrina, e é colecionadora de artesanato folclórico japonês, reunindo mais de 500 peças que inspiram suas pesquisas e projetos curatoriais. Idealizadora da Casa do Jizō, espaço dedicado à memória e ao artesanato da imigração japonesa, Lina atua na mediação entre arte, filosofia e espiritualidade, promovendo um olhar sensível sobre o cotidiano.








