Descrição
Artista: Poty
Título: Largo da Ordem II
Dimensão: 55x35cm
Técnica: Serigrafia (com moldura)
Ano: 1996
Opções de moldura disponíveis conforme estoque. Consulte no WhatsApp: (41)9 8804-3984
"É o Largo da Ordem, coração da história..." (...) Já foi Páteo de Nossa Senhora do Terço, Páteo da Capela, Páteo de São Francisco de Chagas.
Desde o século XVIII, o Largo abrigou intenso e variado comércio, quando os colonos e colonas (seria uma delas a avó de Poty?) traziam carroças com produtos hortigranjeiros, vendiam as sua mercadoria e faziam compras nas casas comerciais existentes. Ainda ecoa na memória dos curitibanos o alegre pregão dos colonos, louvando os bons frutos da terra..
Os animais utilizavam-se do bebedouro ali localizado, provavelmente datado de 1853, com o pedestal em pedra e a bacia de ferro. Três trabalhos de Poty para o Solar do Rosário tratam desse tema: são dois coloridos, datados de 1996. A carroça sempre presente, com a colona protegendo-se e protegendo suas verduras do calor e do sol.
Regina Casillo, 2010
As cidades têm seus poetas, seus cantores e seus pintores. Os mineiros têm Guignard, os cariocas têm Di Cavalcanti. Curitiba recebeu dos deuses o privilégio de ter Poty a celebrá-la. Muralista por excelência, onde quer que se caminhe na capital do Paraná acompanha-se a obra monumental e o forte traço, único, característico de Napoleon Potyguara Lazzarotto, o nosso Poty.
Regina Casillo, 1998
Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu em 29 de março de 1924, em Curitiba - Paraná, no aniversário da cidade (1924-1998). Era formado pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro e depois na Escola de Belas Artes, em Paris - França. Era artista visual, ilusrtrador, desenhista, gravador, muralista e professor. No início da década de 1950, se mudou para São Paulo e ministrou cursos no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), nas escolas de gravura. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Além disso, ilustrou várias obras literárias, como "Grande Sertão Veredas", de Guimarães Rosa, ou "Capitães de Areia", de Jorge Amado.










