Descrição
Artista: Calderari
Título: Talha
Dimensão: 51x30cm
Técnica: Talha em madeira
Fernando Calderari nasceu em 19 de fevereiro de 1939, na Lapa, no Paraná e faleceu na capital paranaense, em 14 de dezembro de 2021. Era artista visual, pintor, gravador e professor. Era formado em Pintura, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), onde teve aula com artistas renomados como Guido Viaro, Theodoro de Bona e Erbo Stenzel. Também se graduou na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em 1963, em Didática Especial em Desenho. Morou um período no Rio de Janeiro e estagiou no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) e expôs individualmente pela primeira vez. Ao retornar para Curitiba, ensinava gravura no Centro de Criatividade de Curitiba e no Ateliê Poty Lazzarotto, no Solar do Barão. A partir da década de 70, participou do Congresso da Associação Internacional de Artes Plásticas em Varna, na Bulgária e da comissão julgadora do Salão Paranaense de Belas Artes, em Curitiba. Desde 1977 era professor da PUC-PR e era membro da comissão de seleção e premiação do Salão de Arte Religiosa, no Museu Universitário da PUC-PR. Participou de mais de 40 exposições individuais e coletivas em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Foz do Iguaçu, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Campinas, Itajaí, além de exposições na Alemanha e na Suíça.
Pintor, gravador, desenhista, escultor e professor universitário. É responsável pela formação de pelo menos três gerações de artistas plásticos. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Paraná e teve papel fundamental na difusão da gravura no Estado.
Lucia Casillo, 2006
Azuis que possuem cheiro de praias e distâncias, imensidões e espaços - a vastidão da cor.
Tonalidade que o artista carrega consigo, marca da sua mão e expressão.
A pintura de Calderari não suscita aplausos. É muito mais que uma admiração silenciosa, reverenciando um encantamento que só pertence ao artista. É como se pudéssemos vê-lo, sozinho, naquele instante mágico em que seus olhos buscam o objeto de sua pintura. Em Hamburgo, ou em qualquer outro porto, sorvendo grandes bocados da paisagem, para depois transpassar o que sua solidão e sensibilidade absorveram.
Azul de tão azul, reflexos do céu que se despoja sobre ele, onde reflete e é refletido. Azul da noite chegando, e o mar então se aprofunda, recolhendo para si a intimidade do mundo, num azul tão e tão que nossos olhos perdem-se dentro dele.
A pintura de Calderari se contrai e se alarga, em nuances que são a própria alma através da mão do artista. Rápidas pinceladas, precisão e objetividade. A magia na escolha, ao encontro da própria cor.
Uma vez encontrada ela é única, como uma assinatura em pincel e tinta.
Não mais necessário o nome. O artista assina em cor.
Moira Lise, 2000*
*Trecho retirado do livro Pintores Contemporâneos do Paraná, Vol 1, editado pelo Solar do Rosário em 2000








