Introdução à Tragédia Grega: Relações entre o Divino e o Humano

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O Teatro nasce na Grécia no século VI a. C. e seu patrono é o deus Dioniso. Ele tem três modalidades: Tragédia, Comédia e Drama Satírico. O período áureo da Tragédia Ática, com Ésquilo, Sófocles e Eurípides, é o século V a.C. e durou cerca de 80 anos: da vitória contra os Persas em Salamina (480) até a derrota de Atenas na Guerra do Peloponeso (404). As Tragédias têm valor inestimável para a compreensão da visão de mundo grega e, sobretudo, da alma em geral, com suas questões arquetípicas e atemporais. Abordaremos o tema em oito encontros.

Com a Profª e Jornalista Cristina Franciscato 

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R$210,00

O Teatro nasce na Grécia no século VI a. C. e seu patrono é o deus Dioniso. Ele tem três modalidades: Tragédia, Comédia e Drama Satírico. O período áureo da Tragédia Ática, com Ésquilo, Sófocles e Eurípides, é o século V a.C. e durou cerca de 80 anos: da vitória contra os Persas em Salamina (480) até a derrota de Atenas na Guerra do Peloponeso (404). As Tragédias têm valor inestimável para a compreensão da visão de mundo grega e, sobretudo, da alma em geral, com suas questões arquetípicas e atemporais. Abordaremos o tema em oito encontros.

 

1- ORIGENS, ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DA TRAGÉDIA GREGA (2 aulas).

2- ÉSQUILO, JUSTIÇA DIVINA E O “APRENDER PELA DOR” – AGAMÊMNON (2 aulas).

Ésquilo (525-456 a.C.) participou, no começo do século V a.C., das duas batalhas decisivas da guerra contra os persas: Maratona (490 a.c.) e Salamina (480 a.C.). Sua obra espelha esse contexto auspicioso, onde os gregos derrotaram os invasores bárbaros. Em Ésquilo sentimos a existência de uma justiça divina que permeia o mundo: os deuses estão no comando, mesmo que seus desígnios nem sempre sejam claros. Sua obra fala da necessidade de prudência (sofrosýne), de justa medida, na vida dos mortais; quando ultrapassamos alguns limites, o aprender vem pela dor. A tragédia Agamêmnon narra o destino do personagem título, comandante supremo dos gregos na Guerra de Tróia, quando volta vitorioso para casa.

3- SÓFOCLES E OS CAMINHOS DO HERÓI SOLITÁRIO – ÉDIPO REI (2 aulas)

As tragédias de Sófocles (495- 406 a.C.) colocam em cena heróis e heroínas obstinados, que possuem têmpera inflexível e vão às últimas consequências por aquilo que acreditam. Mesmo esmagado pelas circunstâncias, o herói sofocliano não transige. Em Édipo Rei, encontramos temas cruciais: quem de fato somos para além daquilo que acreditamos ser? O que condiciona a existência humana: um destino inalterável ou uma sucessão de acasos? Existe relação entre destino e caráter? Somos, de fato, conscientes dos nossos atos ou existe uma zona nebulosa entre intenções e ações? Como coexistem, na tragédia, desígnios divinos e deliberações humanas? Considerando o aforismo de Heráclito, “O caráter do homem é seu destino”, investigaremos no Édipo Rei a relação entre o destino do herói, estabelecido por oráculos e profecias, e o seu ethos, seu caráter.

4- EURÍPIDES E A PAIXÕES HUMANAS – HÉRACLES (2 aulas).

A obra de Eurípides (485/4- 407/6 a.C.) não foi muito reconhecida durante a sua vida, mas já no século IV a.C. ele se transforma no tragediógrafo preferido e continua a sê-lo até o final da antiguidade. Se em Ésquilo sentimos a segurança de um mundo regido pela justiça divina e com Sófocles somos apresentados ao herói solitário e inflexível, na obra de Eurípides presenciamos o pulsar das paixões e seus resultados funestos. Héracles é o maior herói grego, autor dos “Doze Trabalhos”. Fontes tradicionais do mito contam que, enlouquecido pela deusa Hera, ele mata os filhos. Para se purificar, Apolo ordena que Héracles realize os Doze Trabalhos. Em Eurípides, a loucura acontece ao término dos Trabalhos, no momento em que Héracles, glorioso, volta para o âmbito da polis e da família, após suas façanhas. Assim, sua tragédia acontece no ápice da glória, sinalizando os perigos que cercam a grandeza e o poder demasiados, impróprios aos mortais.

Traduções das tragédias que serão utilizadas no Curso

ÉSQUILOOresteia IAgamêmnon. Estudo e Tradução Jaa Torrano. São Paulo, Iluminuras, 2004.

SÓFOCLESÉdipo Rei. Tradução de Trajano Vieira. São Paulo, Perspectiva, 2001.

EURÍPIDES Héracles. Tradução, Introdução e Notas de Cristina Rodrigues Franciscato. São Paulo, Editora Palas Athena, 2003.

 

Prof Cristina Franciscato

* Jornalista; mestre, doutora e pós-doutora em Literatura Grega Antiga pela FFLCH-USP; tradutora da Tragédia Héracles de Eurípides do grego para o português (Palas Athena Editora, 2003). Coautora dos livros: Estudos Sobre o Teatro Antigo (Editora Alameda, 2010) e A Representação dos Deuses e do Sagrado no Teatro Greco-Latino (Humanitas, 2013). Membro Pesquisador do grupo “Estudos sobre Teatro Antigo” (USP/ CNPQ). Membro da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos. Tem um canal no youtube, https://www.youtube.com/cristinafranciscato, sobre literatura grega.

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