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(a) A política de preservação instituída na Era Vargas através do SPHAN

R$ 50,00

Com Leticia Geraldi Ghesti

Dia 12 de dezembro de 2018

Horário: 17h às 18h30

Investimento: R$50,00

Duração: Uma aula (Quarta-feira)

 

Descrição

O patrimônio histórico e artístico, aliado ao turismo e à propaganda, passam a ser objeto de políticas públicas no Brasil no período denominado Estado Novo (1937-1945). Existiu, portanto, por parte do governo de Getúlio Vargas, investimentos na tentativa de organizar e controlar estes segmentos, a fim de fazer com que o brasileiro e o estrangeiro tivessem uma visão positiva do Brasil, reforçando assim a construção de uma identidade nacional. Com a publicação do Decreto-Lei n° 25, em 30 de novembro de 1937, que definia o que seria considerado patrimônio artístico e cultural e criava o SPHAN (Secretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), iniciou-se uma política de patrimonialização no país, privilegiando-se os bens chamados “de pedra e cal”, ou seja, o patrimônio cultural material, sobressaindo-se a preservação das construções diretamente ligadas às instituições sociais dominantes, como o Estado e a Igreja, ou ainda os bens que pertenciam às famílias que tinham ou tiveram posição de destaque na política ou na economia, principalmente nos períodos colonial e do Império. Um dos maiores exemplos de tombamento deste período aconteceu em Minas Gerais, na cidade de Ouro Preto, que passou a ser modelo e destaque para o que se conhece como arquitetura colonial. O Brasil Colônia foi eleito, portanto, como imagem máxima da nação. Mas será que este interesse era público? A população foi consultada sobre quais bens representam a sua herança cultural e a sua memória? Para quem, de fato, estas representações constituem referências de pertencimento? Por que um bem foi patrimonializado e outros foram esquecidos? Esta palestra terá a intenção de analisar esta construção da identidade nacional a partir da ótica de preservação do SPHAN. A oficialização de uma memória coletiva que foi desenhada para simbolizar a unidade nacional, garantir a legitimidade do Estado e sustentar o consenso político social.

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