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	<title>Arquivos Sem categoria - Solar do Rosário</title>
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	<title>Arquivos Sem categoria - Solar do Rosário</title>
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	<item>
		<title>Cursos novos do Solar do Rosário vão de escrita a oratória, dos Intensivos hortas as Apreciações de museus</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/cursos-novos-do-solar-do-rosario-vao-de-escrita-a-oratoria-dos-intensivos-hortas-as-apreciacoes-de-museus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cursos Solar do Rosário]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 May 2023 20:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de Junho chega com novos cursos em diferentes áreas do conhecimento no Solar do Rosário. São seis novas opções com temas como escrita terapêutica e de memórias, oratória, jardinagem e apreciação artística. As inscrições podem ser feitas na secretaria do espaço, com mais informações pelos telefones (41) 3225-6232 – 98803-4634 – 98803-8089. Confira [&#8230;]</p>
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<p></p>



<p>O mês de Junho chega com novos cursos em diferentes áreas do conhecimento no Solar do Rosário. São seis novas opções com temas como escrita terapêutica e de memórias, oratória, jardinagem e apreciação artística. As inscrições podem ser feitas na secretaria do espaço, com mais informações pelos telefones (41) 3225-6232 – 98803-4634 – 98803-8089.</p>



<p>Confira as novidades de junho:</p>



<p><strong>As Histórias que Você Precisa Contar (Memoir Writing) – Com professora Dra. Cristiane Busato Smith</strong></p>



<p>A arte da escrita usada para revisitar a memória é o tema deste curso. A professora Cristiane Busato Smith, doutora em Letras, estimula os alunos a escrever criativamente sobre suas vivências, o que pode ressignificar e construir um sentido mais positivo sobre si mesmo. Não é preciso ter experiência com literatura, todos podem aprender a escrita criativa e utilizá-la para contar suas próprias histórias. Com início em 20 de junho, o curso tem oito encontros virtuais, sempre às terças-feiras, das 18h30 às 20h. Investimento: 2x R$ 280.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/as-historias-que-voce-precisa-contar-memoir-writing-junho-2023/">https://solardorosario.com.br/cursos/as-historias-que-voce-precisa-contar-memoir-writing-junho-2023/</a></li>
</ul>



<p><strong>Cartas Terapêuticas – Como Escrever Sobre Si – Com professora Cláudia Moreira</strong></p>



<p>A união entre criatividade e terapia integra o conteúdo das aulas da professora e jornalista Cláudia Moreira. A partir da escrita de cartas, ela propõe aos alunos deixar fluir a emoção pelas palavras. “O curso de cartas terapêuticas é um desabafo”, comenta a professora. Em quatro aulas, os alunos escreverão cartas sobre si mesmos e vão ler, buscando se reconhecer através da arte. Os encontros virtuais acontecem nas quartas-feiras de junho, das 17h às 18h30, a partir do dia 7. Investimento: R$ 220.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/cartas-terapeuticas-como-escrever-sobre-si-junho-2023/">https://solardorosario.com.br/cursos/cartas-terapeuticas-como-escrever-sobre-si-junho-2023/</a></li>
</ul>



<p><strong>Oratória – Com professor Dr. Rogério Camargo</strong></p>



<p>A boa comunicação é uma das qualidades mais valorizadas no mercado de trabalho, nas mais diferentes áreas. Pensando nisso, o Doutor em Letras Rogério Camargo preparou o curso de Oratória. Na primeira aula, no dia 7/6, ele discute autoimagem, apresentação pessoal, voz e falar para convencer. No encontro seguinte, busca construir um discurso impactante, ajudando a preparar apresentações e selecionar conteúdo. A terceira e última aula discute sociabilidade e como manter o público interessado em sua fala. As aulas são presenciais e acontecem das 19h às 21h. Investimento: R$ 390.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/oratoria-junho-2023/">https://solardorosario.com.br/cursos/oratoria-junho-2023/</a></li>
</ul>



<p><strong>Workshop Imersão em Apreciação Artística – com professor Dr. Júlio Fernandes</strong></p>



<p>O professor e doutor Julio Fernandes prepara um workshop que ensina os alunos a apreciarem grandes obras de arte. De forma didática, explica o que nos atrai na arte e as diferentes formas de aproveitar o contato com esse universo criativo. A partir de obas selecionadas, dá dicas de como interpretar e olhar com atenção diferentes trabalhos, entendendo contextos históricos e vivências. Ele ainda ensina a melhor forma de visitar museus e aproveitar a experiência.</p>



<p>Julio Fernandes é Mestre em Artes pela Leiden Universiteit, a mais antiga e tradicional universidade da Holanda. Especializado em Arte Contemporânea, é escultor com pós graduação em História da Arte. O workshop acontece no dia 24 de junho (sábado), das 9h às 18h, com intervalo de almoço. Investimento: R$ 230.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/workshop-imersao-em-apreciacao-artistica-junho-2023/">https://solardorosario.com.br/cursos/workshop-imersao-em-apreciacao-artistica-junho-2023/</a></li>
</ul>



<p><strong>Intensivo de Hortas em Vasos – Com professor Dr. Raul Matias Cezar</strong></p>



<p>O cultivo caseiro de alimentos e temperos tem sido uma tendência, mas exige cuidados específicos. Especialmente para quem tem pouco espaço, seja em casa ou apartamento, é preciso estar atento às plantas cultivadas. Neste curso do engenheiro agrônomo Raul Matias Cezar, o aluno aprende a irrigar e colher, a entender de solo e fisiologia de plantas, até mesmo os diferentes cuidados para cada estação do ano. A aula presencial acontece no dia 3 de junho (sábado), das 9h às 12h. Investimento: R$ 200.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/intensivo-de-hortas-em-vasos-junho-2023/">https://solardorosario.com.br/cursos/intensivo-de-hortas-em-vasos-junho-2023/</a></li>
</ul>



<p><strong>Transforme o Resíduo da Sua Casa em Adubo – Com professor Dr. Raul Matias Cezar</strong></p>



<p>O reaproveitamento de resíduos para adubar plantas é tema desde curso, dividido em duas aulas. O primeiro encontro (17/6) discute a interação da matéria orgânica viva com a não viva, explorando como se dá a decomposição e explicando a compostagem. No segundo encontro (24/6), a aula prática explica questões da compostagem como umidade e pH do solo, e o engenheiro agrônomo Raul Matias Cezar ensina a fazer um minhocário. As aulas presenciais acontecem das 9h às 12h. Investimento: R$ 200.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://solardorosario.com.br/cursos/transforme-o-residuo-da-sua-casa-em-adubo-junho-2023-2/">https://solardorosario.com.br/cursos/transforme-o-residuo-da-sua-casa-em-adubo-junho-2023-2/</a></li>
</ul>



<p class="has-text-align-center"><strong>Solar do Rosário</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Endereço: Rua Lourenço Pinto, 500 – 6º, 7º e 8º andares</p>



<p class="has-text-align-center">Telefones: (041) 3225-6232 – 98803-4634 – 98803-8089</p>



<p class="has-text-align-center">A secretaria de cursos do Solar do Rosário funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às</p>



<p class="has-text-align-center">19h, e sábado das 9h às 13h.</p>



<p class="has-text-align-center">Taxa de matrícula anual R$40,00</p>



<p class="has-text-align-center">Taxa de matrícula semestral R$25,00</p>



<p class="has-text-align-center">A Galeria de arte também está aberta no mesmo horário.</p>



<p class="has-text-align-center"><a href="http://www.solardorosario.com.br">www.solardorosario.com.br</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Curso de Literaturas Africanas é a novidade do segundo semestre no Solar do Rosário virtual</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/curso-de-literaturas-africanas-e-a-novidade-do-segundo-semestre-no-solar-do-rosario-virtual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 20:56:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia africana]]></category>
		<category><![CDATA[literatura africana]]></category>
		<category><![CDATA[obras afro-brasileiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução às Literaturas Africanas é o NOVO curso on-line do Solar do Rosário a partir de agosto, com a Professora Andréa Cerqueira Serão estudados:- Breve panorama da África: aspectos físicos, históricos, geopolíticos, sociais e culturais.- Noções das filosofias africanas- Literatura colonial e a construção de um olhar sobre o outro- Formação de consciências nacionais: linguagens [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/p/AF1QipN7kX20Q2jcnEQqMOrcpKrI9qmFVMOFnet2c70j=w540-pa" alt=""/></figure>



<p></p>



<p>Introdução às Literaturas Africanas é o NOVO curso on-line do Solar do Rosário a partir de agosto, com a Professora Andréa Cerqueira</p>



<p>Serão estudados:<br>- Breve panorama da África: aspectos físicos, históricos, geopolíticos, sociais e culturais.<br>- Noções das filosofias africanas<br>- Literatura colonial e a construção de um olhar sobre o outro<br>- Formação de consciências nacionais: linguagens da contestação<br>- Mobilização e cultura: Pan-africanismo, Negritude e algumas vozes de resistência</p>



<p>As leis 10.639/03 e 11.645/08, frutos de muita luta, preconizam a obrigatoriedade do ensino de conteúdos até então menosprezados pelo currículo escolar: História, cultura e literaturas africanas, afro-brasileiras e indígenas. Embora já tenham entrado em vigor há certo tempo, ainda é possível perceber que nem todos os professores têm acesso a esses conteúdos durante seus processos formativos, o que compromete a preparação de seus alunos para grandes exames. Com o objetivo de contribuir para a diminuição de parte desta lacuna, o curso pretende apresentar e discutir alguns elementos introdutórios concernentes à formação e ao desenvolvimento de alguns sistemas literários e, em particular, os de literatura lusófonas.</p>



<p>Compreendendo a representação literária como produção artística que não existe de forma independente de complexas e intrincadas determinações sociais, históricas e geopolíticas, é proposta uma leitura das relações entre texto literário e sociedade que busque explicitar algumas das contradições que o objeto literário pode abarcar de acordo com o contexto em que se constitui e circula.</p>



<p>Entre outras questões, a violência, o racismo e a exploração que caracterizam o colonialismo, por exemplo, servirão, contraditoriamente, de impulso às escritas que se colocam radicalmente a serviço da construção da dignidade, da autonomia e da identidade. Importa ressaltar que, embora tenha sido inicialmente pensado para contribuir com a preparação de vestibulandos, o curso pode contemplar a formação de professores e é também aberto a todos os interessados, uma vez que a África está em tudo.</p>



<p><strong>Com a Professora Andréa Cerqueira</strong>, licenciada pela UNIEURO em Letras português e inglês e respectivas literaturas. Pós- graduada (título de especialista) em História, cultura e literatura afro-brasileira e indígena; pós-graduada em História e cultura afro-brasileira; pós-graduada em História da África; pós-graduada em Literatura Contemporânea; pós-graduada em Literatura em língua inglesa; pós-graduada&nbsp; em História, cultura e Literatura portuguesa e pós-graduada em literatura infanto-juvenil. Possui mais de 1500 h/a em cursos de extensão (com certificação) sobre literaturas africanas,&nbsp; filosofia africana, racismo e questões contemporâneas. É professora de literatura do Ensino Médio e cursinhos preparatórios há quase 30 anos em colégios de Brasília.</p>



<p><strong>**Matriculando-se em Literaturas Africanas você ganha o curso de Literatura Infantojuvenil com a Prof Andrea Cerqueira**</strong></p>
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		<item>
		<title>Nossa homenagem ao pintor Mario Rubinski</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/nossa-homenagem-ao-pintor-mario-rubinski/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 22:18:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faleceu nesse final de semana (19/06), aos 88 anos, Mario Rubinski. Foram mais de 20 anos de convívio intenso no Solar do Rosário e de muito aprendizado com esse expoente da década de 60 na arte do Paraná. “Artistas da terra fazem coletiva para comemorar aniversário de 40 anos de produção plástica”. Esse foi o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Faleceu nesse final de semana (19/06), aos 88 anos, Mario Rubinski.</p>



<p>Foram mais de 20 anos de convívio intenso no Solar do Rosário e de muito aprendizado com esse expoente da década de 60 na arte do Paraná.</p>



<p>“Artistas da terra fazem coletiva para comemorar aniversário de 40 anos de produção plástica”. Esse foi o título da reportagem do jornal Gazeta do Povo por ocasião da coletiva de Mario Rubinski, Armando Maranhão, Karimi Abdala e Jair Mendes no Solar do Rosário, em agosto de 1998.</p>



<p>Esta exposição foi, para nós do Solar do Rosário, o início de um lento trabalho de conhecimento de um dos artistas mais autênticos de Curitiba.</p>



<p>Escreve Regina de Barros Correia Casillo na introdução do <a href="https://solardorosario.com.br/galeria/produto/mario-rubinski/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">livro “MARIO RUBINSKI”</a> editado pelo Solar do Rosário em 2007.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="766" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-1024x766.jpeg" alt="" class="wp-image-11551" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-1024x766.jpeg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-300x225.jpeg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-768x575.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-400x300.jpeg 400w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-600x449.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44-64x48.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.44.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>No mesmo livro, o crítico de arte Fernando Bini é quem melhor defini o homem e o artista: “Parte de uma rigorosa análise do espaço e das formas, qualquer coisa de <em>cézanniano</em>, fazendo com que os objetos escapem da sua realidade material. (...) Sua pintura de paisagem, curricular obrigatória na Escola de Belas Artes, vai se transformando. Dela ele vai extraindo a vida silenciosa da matéria, animada ou inanimada, vai construindo arquitetonicamente o espaço produzindo formas sólidas, algo único e absoluto, uma realidade além das aparências, saídas dos modelos de árvores, riachos, lagos, muros e casas (...)</p>



<p>O desenho esteve na origem e Mario Rubinski nunca parou de desenhar: primeiro são os pequenos esboços feitos em caderno, anotações de ideias, depois é o trabalho sobre chapa de Eucatex (chapas de fibra de madeira), raspando, arranhando, riscando, pintando e raspando novamente... O desenho está na origem de todo o ato plástico, mas a relação do artista com o desenho possui qualquer coisa de privado e secreto.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="766" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-1024x766.jpeg" alt="" class="wp-image-11550" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-1024x766.jpeg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-300x225.jpeg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-768x575.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-400x300.jpeg 400w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-600x449.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43-64x48.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.43.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>A crítica de arte Adalice Araújo, escreve sobre a importância da “Geração 60” para as artes plásticas do Paraná comparando esse grupo de artistas “de fundamental importância para a integração da Arte Paranaense que a ‘grosso modo’ corresponde (no Paraná) ao que a Semana de arte Moderna de 22 representa para São Paulo.”</p>



<p>Fazem parte desse grupo, além de Mario Rubinski nomes como Violeta Franco, Poty, Luiz Carlos Andrade Lima, Massuda, João Osório Brzezinski, Calderari, Helena Wong, Domício Pedroso entre outros. “Os artistas ... atuantes na década de 60, estão de uma forma ou de outra, vinculados a estes dois grupos: ou são ainda remanescentes dos pontos chaves da introdução do Modernismo no Paraná, o Curso de Gravura ministrado por Poty em 50, ou o Atelier Guido Viaro” destaca Adalice e continua “Embora a dominante da plástica paranaense da década de 50 tenha sido o expressionismo, enquanto o abstracionismo predominou nos anos 60, estes artistas seguem as mais variadas tendências.”,</p>



<p>mas enfatiza que “...mais importante do que as correntes que estes artistas seguiram ou seguem é a sua contribuição histórica para a integração da Arte Paranaense à Plástica Nacional.”</p>



<p>O livro conta ainda com diversos textos e mais de 50 imagens de cartazes, gravuras e pinturas de sua trajetória como artista.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="766" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-1024x766.jpeg" alt="" class="wp-image-11548" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-1024x766.jpeg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-300x225.jpeg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-768x575.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-400x300.jpeg 400w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-600x449.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42-64x48.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.05.42.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Mario Rubinski (Curitiba, Paraná, 1933-2021) Pintor, desenhista e professor.&nbsp; Estudou pintura na Escola de Belas Artes do Paraná e didática de desenho na PUC-PR. Lecionou na Casa Alfredo Andersen, na UFPR e em diversas escolas, foi bibliotecário na seção de Belas artes da Biblioteca Pública do Paraná. Recebeu diversos prêmios em concursos e realizou dezenas de exposições no Brasil e exterior inclusive na Galeria de arte Solar do Rosário em Curitiba. Faz parte de edições de livros de arte do Solar do Rosário.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15.jpeg" alt="" class="wp-image-11553" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15.jpeg 681w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15-200x300.jpeg 200w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15-600x902.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-21-at-18.06.15-64x96.jpeg 64w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized is-style-default"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-813x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-11547" width="596" height="751" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-813x1024.jpeg 813w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-238x300.jpeg 238w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-768x968.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-600x756.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski-64x81.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/capa-livro-Mario-Rubinski.jpeg 1219w" sizes="auto, (max-width: 596px) 100vw, 596px" /></a></figure>
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		<title>Rogério Dias – o artista dos pássaros</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/rogerio-dias-o-artista-dos-passaros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 19:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Solar do Rosário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rogério Dias, um dos mais importantes artistas paranaenses contemporâneos, nasceu em Jacarezinho, no Paraná, quase na mesma época em que nasciam os murais de Eugênio Sigaud na Catedral da cidade. Da geração pós-guerra, período em que as ideias eram transformadas em atos, palavras e imagens, o artista, revolucionário e irreverente, elegeu os pássaros para dialogar [&#8230;]</p>
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<p>Rogério Dias, um dos mais importantes artistas paranaenses contemporâneos, nasceu em Jacarezinho, no Paraná, quase na mesma época em que nasciam os murais de Eugênio Sigaud na Catedral da cidade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="765" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-1024x765.jpeg" alt="" class="wp-image-11478" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-1024x765.jpeg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-300x224.jpeg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-768x574.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-400x300.jpeg 400w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-600x448.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias-64x48.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Rogério-Dias.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p>Da geração pós-guerra, período em que as ideias eram transformadas em atos, palavras e imagens, o artista, revolucionário e irreverente, elegeu os pássaros para dialogar com a realidade.</p>



<p>As experiências acumuladas na juventude, como ator e cenógrafo nos anos 60, designer gráfico nas décadas de 60 e 70, associadas às pesquisas com formas e materiais em escultura, gravuras e objetos, contribuíram para que atingisse a maturidade artística e definitivamente subjugasse a realidade à liberdade de um estilo.</p>



<p>Impulsionado pela inquietação, Rogério Dias constrói seus pássaros, solitários ou às dezenas, em módulos sequenciais e os transforma em interlocutores críticos da realidade. Passivos ou agressivos, expressos por formas vigorosas e bem definidas ou em rápidas pinceladas apenas sugerindo as formas, que ainda assim são reconhecíveis, esses signos pretendem, mais do que tudo, apreender a realidade.</p>



<p>É sob essa perspectiva que se percebe a busca exemplar da similaridade empreendida pelo artista em sua obra. O que ele procura é uma semelhança essencial e não imitativa. E se é verdade que a cada nova época os artistas buscam diferentes estratégias para avançar até a realidade, então a similaridade precisa ser sempre reinventada para que se cumpra a função da arte.</p>



<p>As obras de Rogério Dias, em grandes formatos ou em pequenas e intimistas composições, ao mesmo tempo em que encantam também intrigam, colocando desta forma à disposição do observador a possibilidade da experiência estética na sua plenitude.</p>



<p>Maria Cecilia Araújo de Noronha, historiadora e crítica de arte</p>



<p>Texto retirado do livro “Pintores Contemporâneos do Paraná, volume 1”,&nbsp; editora Solar do Rosário, Curitiba, PR, 2001.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias.jpeg" alt="" class="wp-image-11477" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias-225x300.jpeg 225w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias-600x800.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Quadro-Rogério-Dias-64x85.jpeg 64w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-11476" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias-768x1024.jpeg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias-225x300.jpeg 225w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias-600x800.jpeg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias-64x85.jpeg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/06/azulejo-Rogerio-Dias.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>


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		<title>A história do Solar do Rosário de Curitiba</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/a-historia-do-solar-do-rosario-de-curitiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[claudiofricks]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 13:04:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Regina, comprei aquela casa velha lá do centro!”&#160;– foi isso que ela ouviu surpresa, quando o marido chegou em casa numa tarde de maio de 1989. Três anos depois, surgiria na “casa velha” um dos espaços culturais mais acolhedores e bem restaurados da cidade, no coração do centro histórico de Curitiba. Foi uma festa e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>“Regina, comprei aquela casa velha lá do centro!”&nbsp;</strong>– foi isso que ela ouviu surpresa, quando o marido chegou em casa numa tarde de maio de 1989.</p>



<p>Três anos depois, surgiria na “casa velha” um dos espaços culturais mais acolhedores e bem restaurados da cidade, no coração do centro histórico de Curitiba. Foi uma festa e tanto a<strong>&nbsp;inauguração da casa em 19 de maio de 1992</strong>, depois de uma longa e cuidadosa reforma de 3 anos - afinal a casa já completava um século de existência!</p>



<p><strong>No final dos anos 1800</strong>, no auge do ciclo da erva-mate e da chegada de imigrantes vindos do mundo todo, o proprietário de uma indústria de cerâmica, o senhor&nbsp;<strong>Ignácio de Paula França</strong>,&nbsp;<strong>construiu a residência de sua família no local mais abençoado da cidade,</strong>&nbsp;entre as duas igrejas católicas que funcionavam na Vila (a da Ordem e a do Rosário) e a duas quadras do primeiro templo da comunidade luterana que ficava na Rua América, atual Dr. Trajano Reis.</p>



<p>Nessa época, as missas e celebrações da Matriz aconteciam na<strong>&nbsp;Igreja da Ordem</strong>&nbsp;(como é chamada a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas), porque a Catedral estava sendo reconstruída. Bem do ladinho da casa, fica a&nbsp;<strong>Igreja do Rosário</strong>&nbsp;dos Pretos de São Benedito (veja foto antiga dessa época – imagem 1). Tanto as obras da matriz como as da igreja luterana acabaram em 1893 (veja imagem da primeira igreja, demolida – imagem 2).</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="263" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w.jpg" alt="" class="wp-image-1199" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w.jpg 480w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w-64x35.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w-300x164.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-2B2-480w-400x219.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a><figcaption>(Imagem 1) </figcaption></figure>



<p></p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w.jpg" alt="" class="wp-image-1198" width="273" height="185" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w.jpg 480w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w-64x44.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w-300x204.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-3-480w-400x273.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px" /></a><figcaption>(Imagem 2)</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Bem... a família do seu Ignácio se mudou para o solar mais ou menos nessa época e o povo passou a chamar a casa de “<strong><strong>Solar de Sinhá França”.</strong>&nbsp;</strong>Durante décadas, por ali passaram várias procissões, como a registrada em outra das poucas imagens antigas, essa de&nbsp;<strong><strong>1918, ano da epidemia da “gripe espanhola”</strong>&nbsp;</strong>(imagem 3).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="495" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w.jpg" alt="" class="wp-image-1200" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w.jpg 660w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w-600x450.jpg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w-64x48.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w-300x225.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-1-657w-400x300.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a><figcaption>(Imagem 3)</figcaption></figure>



<p>A&nbsp;<strong>família França deixou o imóvel logo após o falecimento de seu Ignácio,</strong>&nbsp;que aconteceu em&nbsp;<strong>29 de abril de 1919</strong>. A casa foi adquirida muito tempo depois pelo advogado e político paranaense<strong>&nbsp;Newton Carneiro</strong>, irmão do historiador Davi Carneiro (este 10 anos mais velho e herdeiro do nome do pai, que foi ervateiro e coronel). Newton chegou a idealizar uma pousada no local, com projeto do arquiteto Cyro Correa de Oliveira Lyra, encontrado na Casa da Memória de Curitiba.</p>



<p><strong>Nos anos 60</strong>, porém, acabou alugando o imóvel ao&nbsp;<strong>Instituto Goethe do Paraná</strong>, que funcionou ali por mais de 25 anos. O Goethe é uma instituição que atua no mundo todo promovendo a cultura e o idioma alemães, o que estaria em sintonia com um dos estilos arquitetônicos representados pelas entradas laterais da casa.</p>



<p>Na página do Solar do Rosário na internet, encontramos que “<strong>(...) é uma casa assobradada de arquitetura eclética porque, como em todas as casas senhoriais do fim do século XIX, havia uma mistura de estilos: colonial português, francês, alemão, acrescido de características neoclássicas como o frontão com suas volutas curvas, janelas e sacadas. Síntese de estilos que retrata o espírito da terra paranaense: acolhedora de todas as etnias, terra de todas as gentes”.</strong></p>



<p>Ou seja,<strong>&nbsp;passou-se um século de muita história até que fosse inaugurado o Solar do Rosário</strong>, assim batizado em&nbsp;<strong>homenagem à vizinha Igreja do Rosário</strong>&nbsp;por&nbsp;<strong>Regina de Barros Correia Casillo</strong>, que foi quem recebeu a “casa velha” como um presente de seu marido,&nbsp;<strong>João Casillo</strong>.</p>



<p>Ele mesmo disse à equipe Turistória:&nbsp;<strong>“Eu entrei com os tijolos, mas a alma quem deu a tudo foi a Regina!”</strong></p>



<p>E desde então lá se vão mais quase 30 anos de muitas histórias. As salas do Solar, que no início funcionaram como galeria de arte, viram passar mais de<strong>&nbsp;100 exposições de artistas,</strong>&nbsp;a maioria paranaenses, todas registradas em azulejos decorativos.&nbsp;<strong>Uma dessas salas foi batizada pelo curitibano Poty Lazzarotto como “Sala do Artista”</strong>&nbsp;e ali o grande muralista e pintor pôde criar e produzir muito.&nbsp;</p>



<p><strong>Uma de suas obras mais famosas é a da imagem 4</strong>. Sobre essa obra (hoje um dos cartões postais da cidade),&nbsp;<strong>Regina conta que viu o artista sentado em frente ao Solar numa noite fria observando e desenhando a casa.</strong>&nbsp;Sem mais, em determinado momento, levantou-se, pegou seu cavalete, o resto de seu material e foi embora.</p>



<p>Dias depois Lazzarotto entregou a ela o resultado e explicou a presença de<strong>&nbsp;duas figuras</strong>&nbsp;bem representativas da cultura curitibana: a&nbsp;<strong>de um tropeiro passando em frente à casa com seu cavalo</strong>, e&nbsp;<strong>vultos de sinistras figuras masculinas nas três janelas superiores</strong>: seriam eles “<strong>vampiros de Curitiba</strong>”, em referência ao famoso e polêmico escritor Dalton Trevisan, por causa de um de seus livros mais famosos, publicado em 1965 com esse título: “O Vampiro de Curitiba”.</p>



<p>Muitos artistas eternizaram o Solar do Rosário com suas artes: são<strong>&nbsp;104 obras</strong>&nbsp;nas mais diversas técnicas! Quando o Solar completou 25 anos, em 2017, foi realizada uma<strong>&nbsp;exposição no Memorial de Curitiba&nbsp;</strong>(seu vizinho de frente, na Rua Claudino dos Santos, Centro Histórico), a convite da Prefeitura da capital paranaense. Mas isso é surpresa para outra publicação!</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="380" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w.jpg" alt="" class="wp-image-1201" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w.jpg 480w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w-64x51.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w-300x238.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-5-480w-379x300.jpg 379w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a><figcaption>Obra "Solar do Rosário I" de Leon Bosko, 2004 </figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="398" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w.jpg" alt="" class="wp-image-1202" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w.jpg 480w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w-64x53.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w-300x249.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-6-480w-362x300.jpg 362w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a><figcaption>Óleo sobre tela (50x70cm) do artista Cássio Mello, de 1997. (Obs: Cássio Mello era um artista de excelência na pintura de animais, principalmente cavalos).</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-7-480w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-7-480w.jpg" alt="" class="wp-image-1203" width="274" height="281" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-7-480w.jpg 480w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-7-480w-64x66.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-7-480w-291x300.jpg 291w" sizes="auto, (max-width: 274px) 100vw, 274px" /></a><figcaption>Acrílica sobre tela (sem título) de Rogério Dias, 1998.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-9-336w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="340" height="478" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-9-336w.jpg" alt="" class="wp-image-1204" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-9-336w.jpg 340w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-9-336w-64x90.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-9-336w-213x300.jpg 213w" sizes="auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px" /></a><figcaption>Obra "Arte e saber, Solar do Rosário" de Lélia Brown, 1996.</figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="495" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w.jpg" alt="" class="wp-image-1205" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w.jpg 960w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w-600x309.jpg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w-64x33.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w-300x155.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w-768x396.jpg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/03/solar-11-960w-400x206.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><figcaption>Obra "O mundo de Regina Casillo" (sem data); de Angel</figcaption></figure>



<p>Cada uma dessas exposições mereceria uma homenagem ou um artigo exclusivo contando a história de cada artista. Mas são muitos e nem só de arte viveu o Solar. Até o início da pandemia da Covid-19 no ano de 2020, o Solar contou com um restaurante e casa de chá, conduzido pela dona Dorothéa por quase 30 anos. Mas, com as medidas de restrições necessárias para a contenção da doença, ela resolveu fechar as portas.</p>



<p>Durante o isolamento que 2020 impôs ao mundo, os cursos foram oferecidos em plataformas virtuais e alunos do mundo todo puderam participar, agregando muitas contribuições que presencialmente não teriam sido possíveis. Algumas oficinas e workshops também seguiram, sempre com muito cuidado sanitário.</p>



<p>Muitas outras mudanças ainda virão, mas o Solar ou mesmo o&nbsp;<strong>Novo Solar do Rosário</strong>&nbsp;continuarão sendo um complexo cultural fascinante, cada vez com maior destaque para os cur<strong>sos, eventos, palestras nas mais diversas áreas da cultura, desde História, Arte e Patrimônio até Música e Literatura.</strong></p>



<p>A nós paranaenses, só&nbsp;<strong>nos resta agradecer João Casillo</strong>, não pelos tijolos que tanto contribuíram para a cultura do Estado do Paraná, mas por ter nos abençoado com a&nbsp;<strong>presença da Regina</strong>, sua esposa há mais de 50 anos e que, sendo carioca de nascimento,<strong>&nbsp;veio por amor tornar essa cidade plena de sua alma cultural</strong>.</p>



<p><strong>Texto e pesquisa: Cyntia Wachowicz</strong></p>



<p>Fonte: <a href="https://turistoria.com.br/a-historia-do-solar-do-rosario-de-curitiba" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://turistoria.com.br/a-historia-do-solar-do-rosario-de-curitiba</a></p>
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		<title>Vestígios de uma paisagem marinha - Fernando Calderari</title>
		<link>https://solardorosario.com.br/vestigios-de-uma-paisagem-marinha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[claudiofricks]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 20:07:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[#calderari]]></category>
		<category><![CDATA[#quadro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fernando Rogério Senna Calderari (Lapa, PR, 1939) pintor, gravador, desenhista, escultor e professor. Formou-se no Curso de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1962 e no Curso de Didática Especial em Desenho na Universidade Católica do Paraná em 1963. Estagiou no ateliê de gravura em metal do Museu de Arte [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02.jpg"><img decoding="async" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02.jpg" alt="" class="wp-image-1183" height="NaN" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02.jpg 1280w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-600x402.jpg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-64x43.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-300x201.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-1024x686.jpg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-768x514.jpg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_02-400x268.jpg 400w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a></figure>



<p>Fernando Rogério Senna Calderari (Lapa, PR, 1939) pintor, gravador, desenhista, escultor e professor.<br></p>



<p>Formou-se no Curso de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1962 e no Curso de Didática Especial em Desenho na Universidade Católica do Paraná em 1963. Estagiou no ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1965) com Bolsa da Secretaria de Estado da Educação e Cultura do Paraná quando frequentou o Curso de Gravura em Metal orientado por Edith Behring e Roberto Delamônica que considera o período responsável pela sua aquisição de conteúdo: “a parte cerebral muito ativa e a parte criativa flutuando”, diz ele.</p>



<p>Nascido no planalto, Calderari apaixonou-se pelo mar, fato este que levou um crítico de arte da cidade de Varna, na Bulgária, a afirmar que sua obra é bem estruturada, mas deixava entrever vestígios de uma paisagem marinha. Fernando Calderari tira partido da tensão existente entre a figuração e a abstração. Opta pela abstração nos anos 60, mas os objetos nunca se afastaram totalmente. Era qualquer coisa como um afastamento para uma posterior aproximação, trabalha na mesma direção dos “expressionistas” abstratos (não no mesmo resultado) na descoberta da pintura, o uso dos grandes formatos e a pesquisa da técnica especificamente pictural, é um “entrar na pintura” ou como ele mesmo diz, “o espectador é o verdadeiro protagonista da paisagem”. É o “saber olhar”, o&nbsp;<em>sapere vedere</em>&nbsp;(e&nbsp;<em>osare</em>) de Leonardo da Vinci.</p>



<p>Durante alguns anos optou pela abstração da forma, não mais a forma como uma imagem definida, mas dissimulada preconizando simplesmente os valores plásticos da pintura. Nesta exposição optou-se por mostrar este momento da sua abstração madura e que corresponde à série de talhas – essas “novas figurações em paisagens” – e que tiveram origem na sua atividade de gravador. Associando gravura e pintura, começa a talhar e pintar seus quadros realizados sobre madeira: “A própria madeira trabalhada viria a me satisfazer muito mais – visto que a tela fofa não oferecia a resistência do material que se experimenta na gravura. Esta descoberta foi muito importante para mim porque sinto necessidade de fazer força, sou um operário no quadro, na parte estrutural – sem aquele refinamento da tela. Isso poderá vir posteriormente com as cores.” (Fernando Calderari, 1971).</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><a href="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01.jpg"><img decoding="async" src="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01.jpg" alt="" class="wp-image-1184" width="1116" height="NaN" srcset="https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01.jpg 1116w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-600x359.jpg 600w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-64x38.jpg 64w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-300x180.jpg 300w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-1024x613.jpg 1024w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-768x460.jpg 768w, https://solardorosario.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem_01-400x239.jpg 400w" sizes="(max-width: 1116px) 100vw, 1116px" /></a></figure>



<p><br>A partir dos anos 1980, retorna à pintura em tela insinuando marinhas e que procuravam a luminosidade de uma paisagem não convencional à primeira vista. Os valores translúcidos, tênues e diluídos das cores e das camadas de pintura se aproximam dos pigmentos dissolvidos no meio aquoso da aquarela e assim assistimos a volta da imagem marinha e em seguida, pouco a pouco, a imagem se torna mais definida, se afastando lentamente da abstração.</p>



<p>Das cores sólidas das talhas – azul, verde, cinza, vermelho – surge a explosão do branco da espuma, do azulado do céu e do esverdeado do mar. A correspondência entre a cor e a imagem: cores sólidas e puras da terra, da vegetação, do céu e as cores diáfanas das nuvens, da bruma, da espuma: as talhas e as aquarelas. “A analogia é a ciência das correspondências” disse Octávio Paz, e a cor, como experiência de vida, se estetiza em poesia na obra de Fernando Calderari.</p>



<p>Sempre procurou caracterizar a sua pintura graficamente, mas que não perdesse o seu caráter de pintura, daí portanto a aquarela; sai de um esquema sintético figurativo e, por vezes, vai se afastando dele, mas conservando os valores plásticos e a composição harmônica de forma que o espectador se sinta integrado na pintura, que seja ele o “verdadeiro protagonista” de uma obra lírica e que é um elogio da cor e do espaço fluido sempre em transformação.</p>
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